segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Curtas da semana #11: Banda de rock AC/DC lança vinho próprio, Borgonha em “A colheita mecânica”, e muito mais!

A décima primeira edição do “Curtas da Semana” vem, em plena segunda-feira, te manter informado de algumas notícias do mundo do vinho, da semana passada (07-14 de Agosto). Acompanhe:

Rock + Vinho = Lançamento da pesada!
A lendária banda de rock AC/DC anunciou recentemente o lançamento de seu próprio vinho e, após venderem milhões de álbuns, pretendem vender agora milhões de garrafas. O Rock and Roll Hall of Fame se uniu com a vinícola australiana Warburn Estate para o lançamento do vinho. O resultado disso serão os vinhos abaixo (e na foto):

- Back in Black Shiraz
- Highway to Hell Cabernet Sauvignon
-You Shook Me All Night Long Moscato
O vinho do AC/DC: Acordes de rock combinados com a  longevidade do vinho
O vinho AC/DC estará disponível exclusivamente a partir do dia 18 de Agosto, nas lojas Dan Murphy's, BWS e Woolworths Liquor stores.
Sucesso de vendas por qualidade ou por fanatismo? Vamos analisar. Um brinde a esse lançamento da pesada!!!

Borgonha e a colheita mecânica
A colheita mecânica será proibida em cinco grand crus da Borgonha, na safra de 2011. Um grupo composto pelos proprietários: La Romanée, La Grande Rue, Romanée-Conti, La Tâche e Clos de Tart) entraram com o pedido junto ao INAO (Institut National des Appellations d´Origine, para aumentar as regras e o rigor quanto a utilização de máquinas colheitadeiras. Para 2014, espera-se que a proibição seja completa. Isso mesmo, todos.

Espanha em ação...
O crescimento dos vinhos espanhóis pelo mundo, é nova fonte das linhas informativas deste blog. Agora o mega-crescimento foi observado no Reino Unido, onde observou-se, nada mais nada menos, que um crescimento de 200% nas vendas dos belos vinhos espanhóis (quando comparado ao mesmo período em 2010).

Lançamento: “Wine from Here”
O novo documentário no mundo do vinho, Wine from Here: Natural Wine in California, já tem lançamento certo: Será no dia 25 de Agosto, as 19h, em São Francisco, no evento San Francisco's Natural Wine Week. Diversidade.

Ibravin divulga...
... que as empresas que participam de ações do Ibravin cresceram o dobro da média do setor no 1º semestre do ano. Este acréscimo está relacionado a presença constante nas feiras e ações comerciais no mercado interno, chegando a 30% de janeiro a junho deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado. Este é o famoso investimento in loco.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Curtas da semana #10 – USA: os maiores consumidores de vinho; Hong Kong em: Vinhos ou tesouros; Curso sobre os negócios do vinho; Encontro de Vinhos no Brasil e outros!

Após algum tempo, a coluna “Curtas da Semana” está de volta para cobrir as notícias relevantes no mundo do vinho, sendo que o período coberto foi de 31.07 a 01.08. Acompanhem o vinho, o Brasil e o mundo, conectados em algumas linhas:

EUA: Os maiores consumidores de vinho do mundo
Por muitos séculos, os maiores consumidores de vinho sempre foram sinônimos de países Europeus, como principalmente a França e a Itália. Mas, agora, quem coloca o seu nome na calçada da fama do vinho: os Estados Unidos. Pela primeira vez na história os americanos estão consumindo mais vinho que qualquer outro país ao redor do mundo, segundo o relatório da Gomberg, Fredrikson & Associates. Além de grandes consumidores, são grandes produtores. Quero ver quem segura...

Hong Kong em: Vinhos ou tesouros...
Quem algum dia cogitou qual o real interesse dos chineses pelos famosos vinhos do mundo, como os Top de Bordeaux, agora pode entender um pouco de tudo isso. Foi divulgado esta semana que Hong Kong já oferece cofres para os vinhos mais caros. O sistema oferece até reconhecimento fácil para acesso dos cofres pessoais. As portas de aço escondem tesouros, ou vinhos, ou vinhos-tesouros (como quiser): Os mais caros Borgonhas e Bordeaux adquiridos por lá... Já são 15 empreendimentos-cofres high tech como este. Hong Kong Wine Vault, por exemplo, oferece os cofres constantes a 13oC, umidade de 75% e paredes, teto e piso com 4cm de espessura. O preço? Algo entre US$ 26,00 e US$ 110,00 dólares, a cada doze garrafas, por ano. Se comparado ao preço dos vinhos que vão para estes lugares, isso é não é muito. Uma coisa eu concluo, eles não compram por comprar. Fato.

Curso trata dos negócios do mundo do vinho...
Wisconsin pode ser conhecida pela sua cerveja, mas o vinho também está em ascendência na região. O clima pode ser adequado para o trabalho de campo, mas agora é dentro da sala de aula que eles estão inovando. Depois de muita luta e conversa entre os produtores de vinho da região, o Northeast Wisconsin Technical College criou um novo programa que guiará os estudantes dos vinhedos aos cálculos e negócios envolvidos até o produto final. E não são apenas eles que precisam disso... Ótima iniciativa!

Encontro de Vinhos no Brasil: Futuro próspero
A iniciativa de Daniel Perches (Vinhos de Corte) e Beto Duarte (Papo de Vinho) passou por mais uma edição nesta semana. Realizado em São Paulo, o evento conseguiu trazer ainda mais empresas envolvidas e público participante. Os vinhos vencedores da noite, na degustação as cegas, foram:

Sela Rioja 2008 (Expand), Cinco Tierras Reserva Premium Merlot 2009 (MS Imports), Casileiro Del Diablo Reserva Privada 2008 (VCT), Kunde Zinfandel 2007 (Smart Buy Wines) e Yali Gran Reseva Syrah 2008 (Domno do Brasil)

Futuro próspero a iniciativas como esta.

Ibravin divulga...
...que a exportação de vinhos do Wines of Brasil cresceu 40% no 1º semestre de 2011. Um grande crescimento. De janeiro a junho de 2011, foram vendidos US$ 1,2 milhão de vinho brasileiro para 27 países, ante uma comercialização de US$ 853,4 mil no mesmo período do ano passado para 20 destinos diferentes. Daí pra mais... Vai Brasil.

Até a próxima!

domingo, 7 de agosto de 2011

Brasil: Justiça retira obrigatoriedade do selo do vinho


O Juiz Federal da 21ª Vara da 1ª Região do Distrito Federal decidiu favoravelmente em sentença dar ganho de causa ao Mandado de Segurança impetrado em dezembro de 2010 pela ABBA – Associação Brasileira dos Importadores e Exportadores de Bebidas e Alimentos, contra a Secretaria da Receita Federal do Brasil, segundo comunicado da ABBA.
Na sentença, o juiz federal Hamilton de Sá Dantas declarou a ilegalidade do selo de controle especial assegurando, aos associados da ABBA, o direito de comercializar, em todo o território nacional, os vinhos sem a colocação daquele selo.
A ABBA sustentava no mandado de segurança impetrado pela advogada Silvana Bussab Endres, entre outras teses, que a obtenção do selo de controle estava condicionada à comprovação da regularidade fiscal. O Ministério Público Federal, em seu parecer, salientou a ilegalidade de condicionar o fornecimento do selo de controle à comprovação de regularidade fiscal.
O ato também ameaçava o patrimônio de seus associados, uma vez que fixava prazo até dezembro de 2011 para a comercialização dos vinhos importados sem o selo, impondo aos importadores a necessidade de rápida liquidação de seus estoques. Na sentença, ainda, foi indeferido o ingresso de outra entidade do setor, a ABRABE – Associação Brasileira de Bebidas, que pretendia entrar como assistente da ABBA na mesma ação, além da exclusão do IBRAVIN- Instituto Brasileiro do Vinho, que pretendia ser assistente da Receita Federal, para que o selo fosse efetivamente aplicado.
Segundo a entidade, a obtenção dos selos de controle exige um processo específico perante a Secretaria da Receita Federal, implicando mais burocracia, além da própria Receita Federal não dispor de selos suficientes para atender à demanda. Os selos de controle são entregues em folhas contínuas e precisam ser recortados um a um, antes de colados nas rolhas das garrafas.
Devem, ainda, ser aplicados nas garrafas, mediante a utilização de uma cola especial, como determina a Instrução Normativa da SRF nº 504/05. O conjunto de caixas de garrafas de vinhos que chegam agrupados em paletes devem ser retirados dos respectivos contêineres e desagrupados para que as caixas sejam encaminhadas em espaço que permita sua abertura para a selagem. Para o procedimento da selagem, o importador precisa abrir as caixas nas quais as garrafas vêm acondicionadas do Exterior e aplicar os selos de controle uma a uma, manualmente.
“As caixas de vinhos permanecem abertas e expostas à luz por 48 horas para a secagem da cola utilizada no selo de controle, pois o fechamento das mesmas, antes deste prazo, prejudicam os selos, pois os mesmos ficam grudados na tampa da caixa”, explica a entidade no comunicado divulgado.
A ABBA alega que “o procedimento de selagem das garrafas de vinho importado coloca em risco o produto, já que exige o seu manuseio, a sua exposição à luz e a temperaturas inadequadas. A aplicação dos selos de controle encarece em até 6% o produto”.
“Se o governo quer realmente controlar a importação de vinhos errou ao estipular regras muito burocráticas e que ferem a lei. A ABBA nunca viu a necessidade do selo em vinhos, porque nunca foi provada a existência de contrabando nesse segmento. Pelas características e diversidade de garrafas e caixas e pela diversidade de produtores e países torna-se inviável esse mecanismo de controle”, diz Raquel Salgado, presidente executiva da ABBA.

sábado, 6 de agosto de 2011

Harmonizando vinhos com Outback: Boas surpresas!

O Outback Steakhouse® é uma rede de restaurantes norte-americana, espalhada por mais de 21 países e especializada em pratos inspirados no tema australiano, especialmente da região do Outback, como o próprio nome sugere. Especializada em carne bovina e regada a muito tempero, alguns nomes do Outback são muito famosos, como a Bloomin´ Onion, Ribs on the Barbie, os dois carros-chefes da marca, além de Kookaburra Wings (sobreasas de frango ao molho Buffalo), Aussie Cheese Fries (Batatas fritas com queijo e bacon) e tantos outros.
O fato é que eu sou um apaixonado pelo lugar, principalmente pela qualidade da comida (ainda que não seja leve) e do atendimento. Sempre fiquei intrigado, pois a grande maioria dos freqüentadores consome chopp junto com os pratos, sendo que o vinho não é usualmente colocado a mesa.
Então resolvi recriar alguns pratos do Outback, em casa e com as devidas adaptações, para poder harmonizá-los com vinhos, aproveitando calma e prazerosamente o que os pratos têm a oferecer, o que os vinhos têm para encantar e o que a combinação dos dois tem para mostrar.
O que o “Histórias e Vinhos” propôs na “Noite Outback-like”:

Pratos e Vinhos:
1. Bloomin´ Onion: cebola em tiras, empanadas e fritas, com um delicioso tempero picante.
Harmonização com os espumantes: Alma Negra Chardonnay Brut (Mistral, R$52,00) x Prosecco Fontini Treviso D.O.C (Expand, R$49,80)



2. Ribs on the Barbie: costela de porco acompanhada de molho barbecue.
Harmonização com dois tintos de bom custo-benefício no mercado: Clos de Torribas Crianza 2006 (Pão de Açúcar, R$29,00)  x Casillero Del Diablo Syrah 2008 (Diversos, R$30-40,00).


 Os dois pratos selecionados foram o Bloomin´ Onion e o Ribs on the Barbie, preparados com as adaptações necessárias.
No primeiro caso, como a própria cebola não é um alimento de fácil harmonização, e como neste caso ainda é muito picante (o dificulta um pouco mais o processo de harmonização) recorri a dois espumantes de diferentes regiões e uvas. Optei por espumantes, pois o teor alcoólico mais baixo destes vinhos pode amenizar a picância do prato e não ressaltar sabores fortes. Além disso, as borbulhas (CO2) ajudam a limpar o palato e conferir maior refrescância entre um gole e outro. Os selecionados foram o argentino Alma Negra Chardonnay Brut e o italiano Prosecco Fontini Treviso D.O.C, ambos da safra de 2009.
Para o segundo prato, costelinhas de porco ao molho barbecue, optei por vinhos facilmente encontrados e com preço acessível. Sempre acreditei que o Syrah tem qualidades ótimas para acompanhar pratos a base de carne de porco, com molhos mais expressivos, e por isso recorri ao famoso chileno Casillero del Diablo Syrah 2008. Além disso, apostei na variedade Tempranillo, com o espanhol Clos de Torribas Crianza 2006, recentemente degustado e comentado para a Confraria Brasileira de Enoblogs (leia aqui).
E vamos ao que interessa: os resultados e comentários desta noite...

O prato de entrada, uma cebola empanada e condimentada, foi bem acompanhada pelos espumantes, que amenizaram o seu sabor picante. O Prosecco Fontini Treviso D.O.C, feito com a variedade Glera, conseguiu escoltar bem no primeiro instante, conferindo sabores minerais e cítricos a combinação. Devido a sua persistência não ser alta, mas a do prato sim, com alguns minutos a cebola ainda prevaleceu e se destacou muito, deixando o vinho em segundo plano.
E é por isso que a clássica Chardonnay, do espumante Alma Negra Chardonnay Brut, conseguiu dar um peso levemente superior, se igualando bem a força do prato no paladar. Este belo exemplar argentino, com teor alcoólico levemente superior (de 12,7 contra 11% do anterior) fez com que seu peso e persistência em boca pudessem ser mais presentes... Um vinho fresco, saboroso e muito complexo, que conseguiu trazer com mais vigor estas características para a harmonização, o que é muito importante, por se tratar de um prato sem tanto peso, mas muito forte.
            Reparem que optei por dois espumantes Brut, pois a cebola após cozida ou frita libera alguns compostos sulfurados e devido a esta química consegue conferir um toque levemente adocicado. Uma boa opção poderia ser testar um espumante com maior teor de açúcar residual e ver como se sairia.
            Em todo caso, fiquei feliz com a harmonização inicial. Os aromas e sabores puderam se complementar. Neste caso, optei por buscar frescor, suavidade e aromas frescos, o que valeu muito a pena para manter o paladar intacto com a picância do prato. Valeu, e muito. Abaixo o resultado visual:


Bloomin´ Onion
Alma Negra Chardonnay Brut

Prosecco Fontini Treviso D.O.C


            Quanto tirei o prato do forno e o dispus a mesa, percebi que as escolhas foram interessantes. Os aromas da costelinha de porco ao molho barbecue estavam pedindo logo um gole das taças.
            A diversidade e intensidade dos aromas do Casillero del Diablo Syrah 2008 complementou muito bem os do prato. Mas o paladar foi ainda mais bem combinado, com muitas frutas contrastando a homogeneidade do porco, e as notas mais complexas de madeira foram a combinação especial para o molho barbecue. Toda esta mistura durou por alguns segundo de prazer. Acho que, apesar dos taninos serem mais sedosos que o prato pedia, o álcool discreto foi importante para uma boa harmonização.
            Já o Clos de Torribas Crianza 2006, 90% tempranillo e 10% cabernet sauvignon, foi um teste e mostrou uma potência interessante para o prato. Os taninos sedosos deste vinho pediam a todo momento um bocado. A combinação no paladar, com um toque terroso e notas de couro foram bem delineadas com a carne e principalmente com o molho barbecue. Sua capacidade de ser estruturado, mas sem passar pelo prato, foi boa o bastante para levar a combinação dos tintos de bom “custo-benefício”. Acredito e aprecio muito a Syrah com carne de porco, principalmente um vinho jovem e frutado, mas hoje vou votar no outro, pelo quesito “inesperado”.


Ribs on the Barbie
Casillero del Diablo Syrah 2008

Clos de Torribas Crianza 2006


Uma noite “Outback-like” pra lá de interessante. Agora posso dizer com certeza: Outback não vai bem apenas com o tradicional chopp. E isso porque comprovei em uma noite: muitas boas surpresas.
Aproveite e conheça a rede e seus pratos. E mais, harmonize com um bom vinho, que o resultado poderá ser muito interessante.
Um grande abraço.

Os pratos da noite: Bloomin onion e Ribs on the Barbie. Boas surpresas!

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Chablis ainda sem rótulo: Um prazer degustar!!!

Aí estão duas garrafas do Chablis 2010 que ganhei de uma grande amiga, Sarah Dias, filha de um produtor da cidade de Lignorelles, na região da Borgonha, França, ainda sem rótulo, diretamente da sua produção.
O produtor, Antonio Dias, é um daqueles que vende seus vinhos para outros grandes produtores da região, como Jean-Claude Boisset (e outros), ou para os tradicionais “negociantes”.
São apenas 10 hectares plantados, 5 destinados para a produção de Chablis e o restante resulta em Petit Chablis. Estes dois da foto são da safra de 2010, vinificados no mês de Dezembro passado que, segundo ela, está simplesmente ótima.
O fato de estarem ainda sem rótulo me levam a dois comentários básicos. O primeiro, muito positivo, pois é um prazer receber um presente assim, de vinhos tão interessantes como são os desta região, e principalmente das mãos da própria família e de uma amiga muito querida.
O outro destoa, pois estão sem rótulos ainda pela crise que muitos produtores, principalmente os menores, estão enfrentando. Nesta época do ano, há alguns anos, eles já estavam rotulados e prontos para a venda. E mais, antes, boa parte da produção era comprada com antecedência, já nos vinhedos ou ao longo do processo de produção. Votos de tempos melhores.
Como o próprio produtor mandou o recado para não consumir antes de 1 ou 2 anos, assim que degustá-lo mando as novidades. Descanso merecido.
Um grande abraço!


segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Clos de Torribas Crianza 2006 #cbe

Ah, se tudo o que comprássemos valesse a pena como este vinho tinto Espanhol, Clos de Torribas Crianza 2006, selecionado para a Confraria Brasileira de Enoblogs (#CBE), que teve como tema para o mês de Julho "Um vinho de até R$ 40,00 que possa ser encontrado em grandes redes de supermercados”, sugerido pelo confrade Cristiano Orlandi, do blog Vivendo Vinhos. Um tema interessante, fica a dica para todos os que adquirem vinhos constantemente em supermercados e grandes redes, para conferirem os resultados dos vinhos degustados neste mês e as boas dicas que virão!
O acaso me ajudou muito, pois justamente quando sai para comprar o vinho para a CBE, estavam repondo-o na loja do Pão de Açúcar que costumo fazer compras, onde há muito ele não figurava nas prateleiras. Dito isso, me interessei pelo vinho (que sempre ouvi falar bem), comprei minha garrafa por um valor atrativo, fui pra casa e o abri na mesma noite. Depois daí, posso concluir o texto, ainda que precocemente, dizendo que comprei mais alguns exemplares no dia seguinte.
E o porquê disso, eu explico agora:
Este tinto Espanhol apresentou uma coloração rubi de intensidade média, agregando aromas maduros e intensamente delicados, de uma boa combinação entre a diversidade de frutas vermelhas e a complexidade secundária da madeira.
Passeando pela boca, provou ser agradável a muitos tipos de paladar. Precisou de um pouco de aeração. Mas mostrou-se delicado, elegante e bem equilibrado. Na verdade, os taninos expressivos e álcool contido, mas achei a acidez levemente ressaltada. Um bom exemplar de Tempranillo, expressando a tipicidade desta variedade.
E tudo o que trouxe para a taça e para o momento, valeu muito a pena pelo valor de compra. Um vinho descomplicado, para o final do dia, completando os bons momentos em família.


Dados:
País: Espanha
Região: D.O. Penedès
Produtor: Bodegas Pinord
Importador: Pão de Açúcar
Variedade: 90% Tempranillo, 10% Cabernet sauvignon
Valor: R$ 29.00

sábado, 30 de julho de 2011

Terroir Hunting: Crie sua própria vinícola no Facebook

O Facebook não para de crescer. Dito isso, posso acrescentar que, se você sempre viu as atualizações dos seus contatos jogando os famosos Cityville, Farmville, Poquer Online, e tantos outros, agora poderá ver um jogo sobre vinhos.
O grupo Wines of Chile anunciou, recentemente, o lançamento do seu primeiro jogo para o Facebook, chamado Terroir Hunting.
            Nele, os usuários poderão criar e comandar sua própria vinícola. O jogo envolverá, “virtualmente falando”, a colheita das uvas, engarrafamento, venda e exportação dos vinhos, permitindo acompanhar até mesmo a pontuação dos seus produtos pelos wine experts. Me pergunto, seria um Robert Parker virtual? Enfim, enólogos chilenos darão suas dicas ao longo do jogo e enquanto seu império vitivinícola se desenvolve.
            O nome do jogo tem tudo a ver com um dos fatores mais predominantes na qualidade dos vinhos, o famoso terroir, que engloba a geografia, geologia e o clima que incidem no desenvolvimento das uvas. E, além disso, entra para a soma o trabalho dos enólogos, que devem cuidar para que o produto seja feito com qualidade.
            No jogo, o usuário poderá tornar-se um expert no terroir, no processo de fabricação do vinho, bem como na venda e marketing do seu próprio vinho.
            “Nós achamos que os apaixonados por vinhos terão muita diversão com este jogo”, relata Lori Tieszen, diretor executivo do Wines of Chile. E complementa: “Tornar-se um caçador de terroir no Facebook dará oportunidades de experimentar virtualmente a importância no Chile e como isso se transforma em qualidade para os vinhos”.
            Quem está envolvido no trabalho? Nada menos que enólogos e enologistas da Casa Silva, San Esteban, San Pedro, Santa Rita, De Martino, Undurraga, Valdivieso, Veramonte e Viña Altair, que darão conselhos e dicas aos jogadores, ou melhor dizendo, aos proprietários de vinícolas virtuais, de como expandir suas propriedades e seu trabalho.
            Se você sempre via as cartas de baralho, os ladrões de produtos, porcos e galinhas de outros jogos do Facebook, poderá começar a ver garrafas de vinho, uvas e novos terroirs.
Para conhecer, jogar e, quem sabe, viciar no jogo: