segunda-feira, 14 de maio de 2012

Bons aplicativos para você ficar ligado no mundo do vinho!

No celular, no tablet, no computador, sistema Android ou Apple, não importa! A diversidade de aplicativos para ficar ligado no mundo do vinho se multiplicam a cada dia, o que é muito interessante pois abrem diversas possibilidades para que você possa ter um aplicativo para leitura, atualização, para ter mais informações sobre vinhos ou até mesmo algum aplicativo que auxilie no controle de sua adega. Fiquem com algumas dicas de bons aplicativos e, claro, caso tenha qualquer sugestão envie para o “Histórias e Vinhos”, pois será muito bem-vinda.

Para pesquisa sobre vinhos, harmonizações e informações gerais: 
- Hello Vino: ótimo aplicativo para sugestão de harmonização de vinhos e pratos. Ele não é como a maioria, genéricos ou específicos demais, trazendo boas dicas e conselhos acessíveis. Em alguns casos traz boas informações sobre o vinho, denominação, produtor e assim por diante. Paralelo a isso, você pode pesquisar por prato ou por combinação. Ainda é possível armazenar lembranças sobre rótulos degustados e ainda reconhecimento de etiqueta. Outros pontos positivos: Possui áudio, pesquisa por denominação e é grátis. (Utilização: iPhone)
- Cor.kz Wine Info: Um ótimo  e completo aplicativo sobre vinhos, que te permite pesquisar rótulos em uma biblioteca grande, fazer buscas utilizando o código de barras, fazer comparação entre vinhos, administrar sua adega, faz busca de preços online e etc. Ponto positivo: Muitas informações e possibilidades. Ponto negativo: É pago, U$2,99. 
- Wine Angel: Desde uvas e vinhos até mapas vinícolas e alimentos para harmonização. Peguei a pouco tempo e ainda estou conhecendo. Ainda traz algumas informações sobre como degustar vinhos, vídeos informativos e possibilidade registrar suas próprias notas de degustação. Aplicativo pago, U$2,99.
- Wine Snob: Um dos muitos aplicativos que te permite dar nota e controlar seus vinhos degustados. Fácil de navegar e utilizar e não tem nada de esnobe. Traz boas informações de harmonização e sobre vinhos em geral. Aplicativo grátis.
- Drync Wine: Controle os vinhos que já bebeu, os que têm e que pretende comprar. Tem uma área interessante para os Top Wines e te permite fazer buscas por marca, notas e buscar vinhos para compra online (para nós, brasileiros, um pouco mais complicado). Versão livre ou Pro (U$3,99).

Para leitura e referência:
- Enoblogs: A versão digital do maior portal de vinhos brasileiro, com sites e blogs sobre vinhos. Ponto positivo: Em português, variedade de blogs, textos diversos, atualização constante e é grátis. (Utilização: iPhone e iPad)
- Wines and Vines: Aplicativo com muitas informações pra ter acesso sempre sobre vinhos e harmonizações. Minha opinião pessoal é que ele tem muitas informações sobre diversos tipos de uvas, o que é interessante, mas acaba pecando em informações de outras áreas. Aplicativo pago: U$2,99.
- Food and Wine: se estiver disposto a adquirir algum exemplar da revista Food and Wine, cada exemplar online fica por U$3,99.

E alguns outros relacionados:
- Instagram: Para arquivar e compartilhar boas fotos de seus rótulos degustados.
- All Recipes: Uso e também recomendo. Um livro de receitas muito completo, tem de tudo. (Ponto positivo: Grátis. Ponto negativo: Em inglês, então algumas coisas de algumas receitas devem ser adaptadas)
- Urbanspoon e Yelp: Está viajando e quer descobrir onde tem um bom restaurante próximo a você? Clique e confira, com dicas, avaliações e sugestões dos restaurantes.
- Mixology: Quer se lançar no mundo de coquetéis e drinks? Então dê uma olhada neste aplicativo, fácil de navegar e útil para se preparar coquetéis e saber como misturar tudo o que você tem guardado ai para fazer um bom drink. É grátis mas você pode pagar pela versão mais completa.

            Espero que você aproveite alguns destes aplicativos, e se tiver qualquer sugestão será muito bem-vinda. Ainda faltam aplicativos em português, o que é uma pena.
Aproveite o mundo do vinho no seu bolso, a qualquer momento e qualquer lugar, para informações, harmonizações e para lembrança de bons rótulos degustados.
            Até a próxima e bons vinhos...

sexta-feira, 11 de maio de 2012

100 anos depois: Conhecendo os vinhos e drinks servidos no Titanic!

Dia 14 de abril marcou o centenário do histórico naufrágio do gigante Titanic e a Revista Wine Enthusiast resolveu se perguntar quais os tipos de bebidas e vinhos estavam a bordo do malfadado navio.
A pouca documentação a que tiveram acesso mostra que o navio trazia 1000 garrafas de vinho, 850 garrafas de destilados e 191 caixas de licores. 
          Os passageiros de primeira classe navegavam cercados de luxuosas e abundantes refeições. Os menus resgatados do navio indicaram que a norma eram 10 refeições, sendo que cada prato era combinado com vinho. Algumas rolhas que sobreviveram ao naufrágio para contar história foram identificadas como uma seleção de champanhes de Moët e Heidsieck & Co. Pouco antes do centenário algumas destas garrafas recuperadas em meio aos destroços foram leiloadas na casa de leilões Guernsey´s Auctioneers & Brokers, em Nova Iorque.
         Alguns drinks servidos para os passageiros incluíam os chamados Manhattan, Tom Collins, John Collins, Rob Roy e Robert Burns, considerados por consultores atuais como os grandes da época.
      Poucos nomes de vinhos ficam para a história, mas pode-se estimar que muitas garrafas navegaram solitárias em meio a turbulência do momento.

terça-feira, 8 de maio de 2012

As celebridades no mundo do vinho: Luz, câmera, degustação!

A tendência de celebridades se lançarem a aquisição de vinhedos e lançamento de vinhos não é um fenômeno recente, mas hoje em dia podemos dizer que o vinho sobe aos palcos, faz gol de placa, está na televisão, no cinema e por aí vai. Tudo bem que, se pensarmos bem, não de forma direta mas com cada nova celebridade que se lança no mundo do vinho.
Isso nos remete a uma analogia óbvia dos filósofos e generais gregos e romanos que, antigamente, eram donos de vinhas e utilizavam todo o resultado liquido para seu consumo próprio.
O fato deste grande aumento de celebridades lançando marcas de vinho e produtos próprios está relacionado a alguns fatores, o primeiro deles é a grande quantidade de dinheiro disponível para investimentos que tornam o investimento em uma adega, vinhas e cadeia produtiva acessível. Depois podem entrar ainda benefícios da divulgação de seu nome em outros meios e o fato do negócio ainda oferecer alguns benefícios fiscais. E claro nestes tópicos ainda se deve considerar o gosto e prazer pelo vinho. Aliando tudo isso, não nesta mesma ordem, pronto: Mais um vinho lançado, com uma garrafa em forma de caricatura...
Enquanto algumas celebridades como o músico britânico Sting, o casal Brad Pitt e Angelina Jolie, o ator Johnny Depp, o jogador de futebol David Beckham, que são proprietários de vinhedos e vinícolas exclusivamente para o uso pessoal, outras encaram tudo isso como o desafio de uma nova empresa e tentam alavancar seu nome como uma ferramenta de venda na indústria do vinho. Atualmente, muitas celebridades têm em suas vinícolas empreendimentos altamente rentáveis. Em 2007, por exemplo, o site Nielsen divulgou uma matéria mostrando que a venda dos vinhos de celebridades foi alavancada em 19% quando comparada aos anos anteriores.
O grau de envolvimento de cada um na vinícola e produto final é variável. Em grande parte dos casos há apenas a colaboração com um produtor já estabelecido na indústria, fazendo o chamado “venture”. Diversos exemplos se encaixam nesta relação, um exemplo disso é o ex-jogador de futebol americano Joe Montana que, associado ao produtor Ed Sabragia, fica responsável pela decisão final sobre a “visão” geral do vinho e com a sua divulgação em feiras e eventos, enquanto o outro faz, podemos assim dizer, o vinho! Acreditem, tem até locutor esportivo e outros por ai que se também se enquadram nesta classe...
Outras celebridades entram unicamente com seu nome, durante um período de tempo ou para uma marca específica. O músico Carlos Santana é um exemplo disso, que em parceria com a vinícola Champagne GH Mumm criaram um espumante em 2007, intitulado Santana DVX. Eu é que não gostaria de prová-lo, se o vinho fizer tanto solo como ele não há combinação que valha! Caso rápido: o vinho é lançado, entram os royalties para o músico que “emprestou” seu nome e imagem, e acabou, sobem os créditos. Bob Dylan, o famoso músico participou de um acordo semelhante com a marca italiana Fattoria Le Terrazze. A adega usou seu nome, imagem e até arte de seu álbum (Planet Waves, 1974) para dar cara ao vinho. Mais recentemente, em 2009, o chef Gordon Ramsay deu permissão a uma vinícola de Bordeaux para usar seu nome, sem royalties, para comemorar o lançamento de um vinho sua décima vindima.
Outro exemplo de enquadramento fica por conta do diretor Francis Ford Copolla, que tem sua história enraizada no mundo das vinhas sendo que a vinificação é uma longa tradição familiar.
Mais um nome que deve vir a cabeça de muitos é o do ator Gérard Depardieu, que já tem uma longa e conhecida história com o vinho, sendo que sua parcela está investida no Château de Tigne (Anjou, Vale do Loire, França). Até mesmo no renomado documentário “Mondovino” seu nome é citado em meio ao dos enólogos que dão seus relatos na produção.
            O badalado jogador Leonel Messi também acaba de entrar para a indústria vinícola. O jogador foi escalado pela vinícola argentina Bodega Valentin Bianchi para lançar um vinho com seu nome. Os benefícios arrecadados pela estrela serão destinados às causas sociais da fundação de Messi. Gol de placa ou vinho de qualidade?
            A “popstar” Fergie, do grupo Black Eyed Peas, já está finalizando a compra de uma vinícola na Califórnia e preparando o lançamento da sua marca. A atriz Drew Barrymore fez o mesmo pouco tempo atrás na Itália e não podemos nos esquecer do rockeiro Lemmy do Motörhead.
Mais algumas celebridades no mundo do vinho? Não são poucas, o vinho já passeou pela fórmula 1 com Jean Alesi (investimentos Côtes-du-Rhône, França), na telinha com Antonio Banderas (Anta Banderas, Ribera Del Duero, Espanha), nos palcos com o músico Dave Matthews (Blenheim Vineyards, Virginia, USA) e está por ai com tantas outras.
De fato, alguns entram neste mundo porque podem e outros porque realmente gostam. Se pensarmos bem, isso não resume bem o mundo do vinho?

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Aromas naturais: Importância, produção e mercado mundial

Apesar deste texto não ser específico aos aromas do vinho, recomendo sua leitura. Muito completo e informativo, mostrando toda a importância destas moléculas que são referências para o consumo de alimentos e bebidas. Por serem tão importantes para tantos produtos, como o próprio vinho, acabam movimentando uma das maiores parcelas da indústria mundial de aditivos... Entenda um pouco da definição e das diferenças entre os tipos de aromas, e ainda quais as formas de produção de um aroma natural. Um trecho do texto: 
“Atrativos e importantes os aromas passaram a ter maior atenção das grandes empresas após a constatação de que estas moléculas não eram consideradas como simples aditivos, mas em muitos casos a chave para o consumo de um produto, por serem responsáveis pela melhoria de suas características e um importante atributo ao sabor desejado”.
Leia a matéria completa, publicada na revista técnica “Engarrafador Moderno”, em fevereiro de 2011:

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Rótulo ofensivo gera controversas: Lição com dose de comédia...

As diferentes línguas e expressões pelo mundo não são unânimes: Isso é unânime! Quantas vezes uma palavra aqui quer dizer uma coisa, e em outro país outra bem diferente? E um simples sinal com a mão pode mudar tudo quando visto por uma nacionalidade e por outra. Do contido ao desmedido. É assim mesmo.
Pois bem, com os rótulos de vinhos, e mais especificamente com seu nome, pode ser a mesma coisa! 
Esta semana a imprensa soltou uma informação curiosa, publicada pela revista The Drink Business, de um vinho chileno que está dando o que falar lá longe, na China. O vinho em questão é o Chilensis, da foto ao lado, comercializado pela Via Wines (Vale do Maule), que pode ser traduzido livremente como “f*cking nuts” para o inglês, e que geraria algo vulgar no português.
Neste caso específico, a imprensa local disse que o fato foi positivo às vendas do vinho, sendo que seu preço subiu de HK$49 para H$59 em questão de dias, empurrando para cima o lucro. Seria a compra guiada pelo interesse ao vulgar ou relacionada ao curioso? Eu não sei.
O fato é que tudo serve para uma lição: Muita cautela para liberar os rótulos quando mudamos, por exemplo, para o Extremo Oriente, evitando ou minimizando a possibilidade do inadvertido-ofensivo.
Esse não é um problema novo e nem relacionado aos mais desconhecidos. O famoso Château Latour, por exemplo, teve alguns problemas de crescimento no início de sua entrada no mercado Chinês pois seu nome seria algo em torno do inglês “falling down”, ou “cair, ou para baixo” na livre tradução para o português.
E ainda mais além, outros problemas com traduções embaraçosas foram observados em outros setores de bebidas. A Pepsi, por exemplo, já usou erroneamente o slogan “A Pepsi traz os seus ancestrais de volta da sepultura”, tentando dizer em chinês “A Pepsi te traz de volta à vida” (do inglês “Pepsi Brings you Back to Life”).
De forma semelhante, a primeira tentativa da grande Coca-Cola traduzir o nome de sua marca para o chinês ficou algo do tipo “Ke-kou-ke-la”, que comicamente dizia “égua recheada de cera”. Após um tempo de merecida reflexão foi alterado para “Ko-kou-ko-le”, que mais adequadamente diz “felicidade na boca”.
Consumo em baixa? Não, mas uma boa lição: Adequação e adaptação!

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Os 10 países que mais consumirão vinho em 2014

Enquanto no Brasil só se fala nos preparativos para a Copa do Mundo de 2014, no mundo do vinho o panorama e as expectativas são outros! Surgem, desde já, as primeiras previsões sobre o consumo de vinho e as estimativas sobre os maiores consumidores de vinho no mundo, de agora até o tão esperado (não por mim) ano de 2014.
Apesar de se esperar, de forma geral, a mesma continuidade na ascensão do consumo mundial de vinho até 2014, será que serão os mesmos países tradicionais liderando este consumo daqui a 2 anos? E quais os novos países despontando na lista?
Todas as predições têm um único objetivo: ter um sólido indicador das tendências futuras, que pode ser um fator-chave para este segmento do mercado.
Segundo a pesquisa proposta Vinexpo, as primeiras observações mostraram que a supremacia da Itália até 2010 já começou a ter variações a partir do ano passado, sendo que o panorama pode mudar em 2012. A pesquisa ainda ressalta alguns países emergentes e em ascensão quando o assunto é vinho: EUA, China e Rússia.
As quedas mais claras serão observadas na Europa, enquanto nas outras regiões, a previsão é o mesmo consumo, ou uma elevação. E uma conclusão do que já estamos vendo agora poderá ser realmente evidenciada: EUA serão os maiores consumidores de vinho, a frente da Itália e França, quando considerado o consumo TOTAL de vinho, por volume. As previsões indicam que o consumo americano deverá continuar crescendo em 10% nos próximos 2 anos, sendo que em 2011 foram 3.735 bilhões de garrafas, ou o equivalente a 311 milhões de caixas de 9L (ou 12 garrafas de 750 mL).
Outra futura potência: China. Em 2010, o mercado já havia crescido em mais de 33% (comparado a 2009), enquanto em 2011 chegou a um consumo de 156,19 milhões de caixas de 9L (ou 12 garrafas de 750 mL), que colocou o país em quinto lugar entre as cinco maiores nações consumidoras de vinho, a frente, por exemplo, do Reino Unido.
Na sequência, a lista dos países “TOP 10” consumidores de vinhos, seguindo as previsões e dados coletados pela Vinexpo. Vale ressaltar que a pesquisa não inclui o consumo de espumantes. Todos os créditos são da Vinexpo e pesquisa foi feita em parceria com a organização “IWSR”, no período de 2009 a 2014, publicada pela revista The Drinks Business, considerando 28 países produtores de vinho e 114 mercados onde o vinho é consumido.
Vamos ao TOP10 de 2014:

1. Estados Unidos:
Na liderança futura e encabeçando a tabela classificativa estão os EUA, guiado pelo maior interesse dos jovens pela cultura do vinho. A pesquisa mostrou que em 2011, as variedades que mais chamaram a atenção do consumidor foram Pinot Noir, Riesling e Sauvignon Blanc, enquanto o mercado importador aumentou em 24%, abrindo suas portas e prateleiras, em sua maioria, para os novos favoritos vindos da Argentina e Nova Zelândia.
Aumento esperado até 2014: 9,3%, equivalente a 315 milhões de caixas de 9L (ou 12 garrafas de 750 mL).

2. Itália
A ligação direta com a perda do posto pode estar relacionada a uma nova estatística, que mostra que, enquanto 69% dos italianos de mais de 65 anos bebem vinho todos os dias, esse número despenca para apenas 13% para os italianos menores de 35 anos. Exatamente por isso eu confirmo: As crianças e adolescentes são o futuro do Brasil!!! O fato é que esta queda está relacionada ao aumento no preço dos vinhos ou quanto estão dispostos a gastar, sendo que para 50% dos italianos essa quantia não passa da bagatela de 3 euros.

3. França
Mesmo que um mercado tradicional e forte, a Vinexpo prevê um decaimento de 4% no consumo de vinhos até 2014. Esta tendência já tem sido esperada e observada, ainda que discretamente, desde 2008, quando o consumo dos adultos passou a ser de apenas um copo por dia (ou 43 L de vinho).
Será mesmo que a famosa “La crise viticole” é realmente válida para um país que ainda está entre as grandes nações do vinho em 2011?

 4. Alemanha
Os alemães aparecem na quarta colocação para 2014, com um total projetado para ser de 241 milhões. Um aumento de 0,38% do seu total em 2010.
Segundo a pesquisa, a Riesling ainda será a preferida, seguida de Pinot Noir, Pinot Gris, Pinot Blanc e Sylvaner.

 5. Reino Unido
As cifras coletadas para o Reino Unido nos próximos anos prevêem um declínio no consumo de 4,13% e uma queda per capita de 26 para 24 litros/ano, seguindo a tendência já instaurada do “beber menos e melhor”. Ainda assim, ai estão eles de volta aos 5 países que mais consomem vinho (volume consumido).

6. China
Segundo a própria pesquisa destaca: Esta é uma posição que poderá estar facilmente deslocada em 2014. Cá pra nós, tendo em vista o crescimento do mercado e aumento exponencial do consumo de vinho neste país de dimensões tão grandes quanto sua própria sede, não é de se duvidar.
Para 2014, a Vinexpo espera que o consumo atinja a casa de 127 milhões de caixas de 9 L e engolindo a sexta posição da lista. No espaço de 4 anos, de 2005 a 2009, o mercado cresceu nada menos que 104%. Qual será a diferença entre 2010 e 2014?
Ainda não se sabe, mas quando se compara o consumo per capita de outros países com alto consumo, percebe-se o potencial do mercado chinês.

7. Argentina
O consenso dos especialistas é unânime: Se a argentina quer passar os desenfreados chineses, deve consumir mais para diminuir o decaimento de 5% observado atualmente.
As exportações em alta, mas fica a dica: Argentina, concentre-se mais em seus brancos...

8. Espanha
Ainda com previsões de decréscimo no consumo (5% já em 2012), a Espanha aparece na oitava posição.
A luta do país com a economia e o alto índice de desemprego estão fazendo a nova geração descobrir que pode comer sem ter o velho vinho como acompanhante. E isso não é novo, pois há muito tempo o consumo que já foi da espantosa marca de 70 litros/pessoa/ano, agora não é mais que um “modesto” 20 litros/pessoa/ano.
O ponto positivo é que as importações do Reino Unido, que já são altas, também tendem a aumentar e dar um novo berço aos vinhos de Ribera Del Duero e tantos outros.

9. Rússia
Até 2014, espera-se um aumento de 9% no consumo de vinho (entre 2005 e 2009 foi de 50%).
Mercado investidor também para os vinhos?

10. Romênia
A previsão é otimista para este país, mas não mais que seu consumo de vinho, sendo esperado um aumento de 2,81% (2010-2014) para se aproximar dos 2,82% observados entre 2005 e 2009.
A população de 21,4 milhões de habitantes deve abrir uma boa quantidade de rolhas, sendo ainda considerado um bom mercado investidos para os vinhos caros. Ainda que o consumo per capita de vinho seja modesto frente ao gigantesco consumo de cerveja, ai vão eles.

E o Brasil em 2014?
Ah é, teremos a Copa do Mundo: Salva e guarda esta previsão pra você ver...

terça-feira, 1 de maio de 2012

Château Le Puy 2005 #cbe

       "Histórias e Vinhos" voltando à Confraria Brasileira de Enoblogs (CBE), que tem como tema do mês: "Um vinho orgânico ou biodinâmico, de qualquer nacionalidade e faixa de preço", sugerido pela Fabiana Gonçalves do blog Escrivinhos. Para comemorar a volta a confraria virtual selecionei um Bordeaux de peso e tradição: Château Le Puy 2005. 
       Busquei algumas informações e constatei que a família Amoreau mantém a tradição do método biodinâmico de produção dos vinhos no Château le Puy desde 1610. O Château está localizado em Côtes de Francs, ao lado de Saint-Émilion, e dispõe de 25 hectares de vinhedos com mais de 50 anos de idade para a produção deste vinho que segue uma longa tradição familiar.
       A parte do rótulo convidativo e da coloração rubi de média intensidade, logo que aberto os aromas de frutas negras maduras foram predominantes e abundantes, lembrando a mistura de cassis, framboesa, notas de sândalo e também um toque tostado e de couro animal.
      Na boca mostrou ter um corpo médio, concentrado, redondo e elegante, combinando notas mais tostadas para completar o paladar também frutado e de boa persistência. Um belo corte entre Merlot, Cabernet sauvignon e Carménère, com taninos muito presentes mas ainda assim suaves.
      Este exemplar foi adquirido na loja Lavinia, em Paris, por 28 euros. Este mesmo vinho pode ser encontrado aqui no Brasil pela World Wine, por volta de R$ 200,00 reais. Depois de abrir esta garrafa, ainda me resta uma da safra de 2009, mas que ainda vai descansar um pouco. Apesar de ser vinho muito bom, o preço de compra no Brasil pode não ser o mais interessante, mas isso vai de cada um...
         Entretanto, fica a dica de um grande vinho orgânico, estruturado e profundo. E assim tem sido, desde 1610...

Dados:
País: França
Região: Bordeaux - Côtes de Francs
Produtor: Ch. Le Puy
Uvas: Merlot (85%), Cabernet sauvignon (14%) e Carménère (1%)
Teor alcoólico: 12%
Importadora: World Wine
Valor: R$ 209,00 (agora na promoção por R$ 178,00)