terça-feira, 7 de junho de 2011

Garrafa do famoso Petrus por apenas €2.50? Será possível?

Infelizmente isso não passa de uma fraude, das grandes. No mês passado, uma jovem de 23 anos foi audaciosa ao ponto de tentar comprar garrafas do famoso Petrus, de €2.300,00, por apenas €2.50 cada.
Ela foi presa no supermercado “Leclerc”, em Trélissac, Dordogne, trocando o código de barras do produto para um valor inacreditavelmente mais baixo. Apesar de uma garrafa de Petrus ser facilmente reconhecida por todos da área, o grande problema é que as caixas de um supermercado não sabem diferir entre um vinho deste peso e um vinho barato, permitindo que um golpe desses tenha êxito.
Os especialistas em fraude se adiantam para dizer que este fato é apenas a “ponta do iceberg”, pois o problema é muito maior do que pensamos e envolve uma série de “atentados” a integridade dos vinhos de qualidade.
O que resta? Medidas preventivas.

Como é o vinho?

O mundo do vinho é excitante, mas muitas vezes, para os desavisados ou novatos, pode ser complexo e confuso. Como o vinho é feito? Vinho tinto e vinho branco de uvas brancas ou tintas? Quais são as uvas tradicionais?
Para iniciantes, iniciados e dinossauros, sempre é interessante achar um bom material, para aprender ou mesmo revisar um pouco sobre a produção dos vinhos. Em 5 minutos o resumo de tudo o que há para saber, um belo material infográfico, seja para a consulta ou para ter guardado por aí, muito instrutivo e que fala por si.
Aproveite:


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- "Histórias e Vinhos" está concorrendo ao Prêmio TOPBLOG 2011. Por favor, vote ao lado direito! Não custa nada e é mais rápido que abrir um vinho. Muito obrigado e bons vinhos!

De 29.05 a 05.06 - O Brasil, o mundo e o vinho conectados e reunidos em algumas linhas! 

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Curtas da semana #5: Vinho em pauta no Brasil, leilão de milhões, privatização de bebidas alcoólicas, crise de identidade e será que 2011 será um ano ruim para o vinho?

         Prezados colegas e todos que acompanham o Histórias e Vinhos, como toda segunda-feira (apenas a diferença de que o frio já pede um belo vinho tinto pra esquentar), aqui vai mais um “Curtas da Semana” pra vocês, com algumas novidades e curiosidades do mundo do vinho, cobrindo o período de 29 de maio a 05 de junho.
Uma pequena nota: o “Curtas da semana” está realmente curto hoje, igual o tempo deste blogueiro de horas livres que vos escreve...
Acompanhe:

Em pauta: O vinho
O workshop “Impacto das Redes Sociais no Mercado do Vinho” reuniu os representantes do setor a especialistas em novas mídias no Farina Park Hotel, em Bento Gonçalves. O evento, realizado no dia 03 de Junho, foi composto por palestras de diversas feras do ramo e, ao final do dia de trabalho, uma bela degustação com dois grandes vinhos nacionais reuniu os blogueiros e profissionais da área. Detalhe: degustação virtual, para todos que quisessem participar. Um brinde a eventos deste porte e com estes objetivos. Quando o assunto é vinho, o detalhe é a inovação.

2011, um ano ruim para o vinho?
O jornal Santa Rosa Press Democrat divulgou na semana passada que em diversos lugares do mundo, como por exemplo na Califórnia, o tempo chuvoso está causando um grande estrago no plantio de uvas. Os enólogos que trabalham em regiões afetadas por este excesso de água passam por momentos delicados. No norte da Califórnia, as mais atingidas são a Chardonnay e a Pinot Noir. Se em junho continuar assim, o resultado é uma produção baixa de uvas. Em outras matérias, coloquei aqui outros problemas previstos para 2011. E agora? Esperar, pra ver...

Milhões de motivos
Leilão em Napa resulta em $7,3 milhões de motivos para comemoração!  Em 31 anos de ações como esta, a marca ultrapassa a casa dos 100 milhões de dólares, haja cifra! Os lotes arrematados mais importantes para o evento e o valor de aquisição:
1. Staglin Family and Chiarello Family: $600,000
2. Chappellet Vineyard: $400,000
3. Bond: $240,000
4. Opus One: $180,000
5. Rombauer Vineyards: $160,000
6. Shafer Vineyards: $160,000

Vale lembrar que a estes valores estão inclusos visitas as vinícolas, jantares harmonizados e outras regalias preciosas que justificam o preço do arremate.

Bebidas alcóolicas privatizadas
A pergunta que não quer calar: Privatizações nas vendas de algumas bebidas alcoólicas, como o licor, podem aumentar seu consumo? A Pensilvânia está privatizando a venda de bebidas alcoólicas com um velho argumento, apoiado por uma nova perspectiva. O governo acredita que, quando a venda é privatizada, o consumo pode subir. “Em parte é porque você tem mais pontos de vendas, e em parte porque as lojas ficam abertas por mais tempo, há mais esforços com marketing e incentivos para vender mais e, consequentemente, aumentar os lucros”. Pessoal, reparem nestes resultados: EUA, Canadá e diversos países europeus verificaram que a privatização pode levar a um aumento de 50% no consumo de bebidas. A Pensilvânia quer gerar receita. A Pensilvânia quer privatizar o vinho.

Crise de identidade
É isso mesmo, as uvas também têm seus problemas de personalidade. Agora a Syrah passa por uma crise de identidade na Califórnia, principalmente porque o plantio excessivo desta variedade desde o final dos anos 1990 resultou em vinhos abaixo do ideal e uma certa confusão por parte dos consumidores. A explosão da Syrah foi excessiva. Coitada.

domingo, 5 de junho de 2011

Conheçam o "30 Days Wine Challenge", o primeiro desafio do vinho!!!

Você já conhece o novo desafio do mundo do vinho? Feito na medida para você e para os seus vinhos degustados. Achei a proposta interessante, vale a pena conhecer e participar.
Aqui vai o link para o site do 30 Days Wine Challenge, que contém todas as informações.  http://30dayswinechallenge.blogspot.com
Vamos ao desafio!!!

sexta-feira, 3 de junho de 2011

O que é um vinho fortificado? Entenda a definição e veja alguns exemplos!

O vinho fortificado é, basicamente, um vinho ao qual se adiciona aguardente vínica ou outra bebida destilada, tornando-se mais alcoólico e recebendo a denominação de fortificado.
A razão original para essa adição era para melhorar a conservação do vinho, pois o etanol contido nas bebidas destiladas é um anti-séptico natural. Desta forma, quando o vinho contém grandes concentrações deste composto ele estará em boas condições mesmo depois de um longo tempo de armazenamento, e não é a toa que estes vinhos são guardados por décadas e com suas características muito bem conservadas.
Considerando que atualmente algumas técnicas já são eficazes para a conservação dos vinhos, os fortificados ainda são produzidos devido a suas características especificas e especiais. Hoje em dia, a principal razão para a sua produção está nos sabores distintos e atrativos que o processo adiciona ao produto final.
O álcool de uma bebida destilada é capaz de matar as leveduras presentes no meio, sendo que o álcool torna-se tóxico para a levedura na casa de 18% de concentração média deste tipo de vinho. Se a tarefa das leveduras é transformar o açúcar em álcool, consequentemente, o processo de fermentação é interrompido e ainda resta uma quantidade de açúcar no meio, não convertida em álcool, resultando em um vinho com alto teor alcoólico mas, ao mesmo tempo, mais doce e mais forte.
Agora que você entendeu isso, vamos conhecer algumas variedades de vinhos fortificados:

Porto:
O famoso vinho do Porto, produzido na região de Douro, no norte de Portugal e a cerca de 100 km da cidade de Porto. Um dos vinhos mais conhecidos mundialmente, pelo seu sabor doce e fortificado. Veja aqui algumas curiosidades destes e de outros vinhos portugueses.

Xerez
O xerez (em castelhano jerez e inglês sherry) é um tipo de vinho fortificado, licoroso, típico da Espanha, envelhecido no sistema de soleira. Seu nome é derivado da região onde é elaborado, Xerez da Fronteira, em castelhano Jerez de la Frontera.
Como a maioria dos vinhos fortificados é elaborada com uvas tintas, o Xerez é a deliciosa exceção a regra, uma vez que ele é feito com uvas brancas, sendo a variedade Palomina a mais utilizada.
Este vinho é considerado por muitos como a antítese do vinho do Porto, pois além da cor da variedade de uva utilizada, o seu processo de fermentação pode ser finalizado antes de ser fortificado, enquanto o vinho do Porto é fortificado durante o processo de fermentação. Desta forma, o Xerez geralmente é seco, mas a doçura adquirida ao final do processo.

Madeira:
Este é o vinho fortificado feito nas Ilha da Madeira, principal ilha do Arquipélago da Madeira com cerca de 740 km2 de área, situado no Oceano Atlântico a sudoeste da costa portuguesa.
Os vinhos variam de secos a doces, enquanto mais secos podem ser servidos sem acompanhamento, ou mesmo com aperitivos, os doces são constantemente servidos com a sobremesa. Enquanto isso, os vinhos fortificados desta região são realmente muito fortes e muito recomendados para serem consumidos durante as refeições.

Vermute:
Um tipo exclusivo de vinhos fortificados, um vinho seco com um leve toque de amargor. Basicamente, o vermute é composto de 70% (no mínimo) de vinho, álcool, açúcar e infusões de ervas de diversos tipos, que dependem de cada fabricante (como canela, camomila e outros). Todo o bom vermute tem em sua composição pequenas quantidades de água salobra (com sais dissolvidos) para reduzir sua acidez.



Marsala:
Marsala é um tipo de vinho fortificado produzido nos arredores de cidade que lhe dá nome, na Sicília, Itália. As versões fortificadas da região recebem a adição de conhaque para produzir vinhos fortificados de dois estilos diferentes. Um é feito jovem, com idade mínima de 4 meses e concentração de álcool bastante elevada, cerca de 17%. O outro é o chamado Superiore, que tem uma concentração de álcool um pouco mais elevada, cerca de 18%, e envelhecido por pelo menos 2 anos. A exemplo de outros vinhos regionais, o Marsala tem denominação de origem controlada. 

 Muscat:
A Austrália está emergindo como um produtor mundial de vinhos e tem o Muscat, um dos melhores fortificados do país, para apresentar ao mundo. No seu caso, as uvas utilizadas são deixadas para amadurecer bem além do tempo normal da colheita. O vinho final tem sabor adocicado e está entre os vinhos mais intensos do mundo.




 Os vinhos fortificados podem ser uma grande opção na busca de novos sabores e experiências. Querendo ou não, acredito que você pode contar nos dedos quantas vezes degustou um bom vinho fortificado, pois suas impressões são difíceis de esquecer.
E você, aprecia vinhos fortificados? Qual a sua grande lembrança?

quinta-feira, 2 de junho de 2011

EUA x França: Pela primeira vez o consumo de vinho nos EUA supera o da França!

EUA x França: A taça americana pede mais vinho?
A pesquisa publicada no jornal Los Angeles Times revelou que, no ano passado, os americanos não só consumiram mais vinho que os franceses como também gastaram mais por garrafa (após se aventurarem por algum tempo no território dos vinhos baratos de 6 dólares, no período da crise econômica).
Calma, eu explico: A França tem uma população muito menor que a dos EUA e os franceses ainda bebem mais vinho per capita que os americanos, e isso não vai mudar tão cedo, pois os americanos ainda são condicionados a ligar o domingo de sol com churrasco à famosa Budweiser.
Mas 2010 é um marco inicial, pois foi a primeira vez que o consumo coletivo de vinho nos EUA foi maior que na França, segundo o Los Angeles Times, indicando que os americanos começam a erguer suas taças para os brindes com Cabernet sauvignon e Chardonnay.
O jornal destaca que o consumo interno cresceu cerca de 7% em 2010, o que colaborou muito para a marca alcançada. Apenas na Califórnia, por exemplo, 90% dos vinhos engarrafados são destinados ao mercado interno, que atingiu a casa de U$ 18,5 bilhões. Além disso, no ano passado as exportações cresceram cerca de 26%, o que representou um ano de cifras positivas para o mercado americano de vinhos.
E pra finalizar, os resultados coletados ainda indicaram que os consumidores estão dispostos a gastar mais nos vinhos adquiridos. Nos relatórios anteriores, a faixa de $9-12 dólares sempre foi a maior parcela da indústria (salvo na época de crise, quando os consumidores buscavam por vinhos na faixa de $7), mas agora a faixa de $15 dólares mostrou muitos avanços e indica que é uma faixa muito procurada pelos consumidores americanos.
Eu acredito que, quanto menos se gastar por uma garrafa de vinho de qualidade, mais se pode gastar. E assim cresce o mercado do vinho... Certo? 

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Tokaji Furmint Late Harvest 2008 #cbe

Este mês o tema da Confraria Brasileira de Enoblogs (CBE) foi um “Vinho branco de sobremesa de até R$ 100”, escolhido pelo confrade Leonardo Araújo, do blog Viva o Vinho.
Começo fazendo a confissão de que não sou um grande conhecedor de brancos de sobremesa, mas principalmente pela falta de condicionamento e oportunidades. Tendo isso em vista, o tema deste mês foi realmente importante para me permitir provar vinhos diferentes, sendo que o escolhido foi o Tokaji Furmint Late Harvest 2008.
E para brindar este vinho que me agradou muito, hoje eu tenho que mudar a cronologia tradicional e começar pelo resultado: Surpreendente bom!!!
Na taça, este Húngaro se mostrou bem licoroso, onde os reflexos esverdeados brilhantes completavam bem sua coloração dourada, um pouco tímida. Aromas abundantes cítricos adocicados, notas florais e um toque secundário de marmelo e mel. Um vinho saboroso, onde as notas adocicadas estão bem integradas com um toque refrescante e frutado. Delicado e muito bem balanceado.
Um vinho com final longo e persistente, que combinou bem com a sobremesa da noite, um strogonoff de nozes (posso falar mais sobre isto em outra ocasião). Bela harmonização e mais um vinho bom na taça dedicada a Confraria Brasileira de Enoblogs.
Um brinde a este descobrimento.

Dados:
País: Hungria
Região: Tokaji
Produtor: Disznókó
Importadora: Grand Cru
Valor: R$ 95.00